“Estou sendo vítima de perseguição política”
São Bento do Sul – Esta foi a frase de maior impacto na Sessão Ordinária da Câmara Municipal realizada na noite de quinta-feira (28) quando ocorreu a leitura do relatório feito pela Comissão Parlamentar de Investigação (CPI) contra o vereador Ângelo Peschinski (MDB). O Edil não havia feito inscrição para a Palavra Livre, mesmo assim teve oportunidade de falar quando pediu um “aparte” para a vereadora Terezinha Dybas (PSDB), líder de governo.
Peschinski vinha se mantendo em silêncio desde o começo dos trabalhos da CPI, a qual foi instaurada na primeira quinzena de fevereiro. Em sua fala disse lamentar não ter tido oportunidade de se defender e que está passando por uma situação de perseguição política. (Confira áudio abaixo).
O relatório da CPI será encaminhado para o Ministério Público, mas o vereador deve enfrentar mais uma situação interna no MDB. Como testemunhas relataram em depoimento à CPI, que houveram argumentos do nobre justificando que o dinheiro repassado seria contribuição partidária, o comando da sigla já se mobiliza querendo saber de que partido ele se referia, uma vez que não foram repassados quaisquer contribuições do vereador ao MDB. A movimentação ainda visa acionar o Conselho de Ética, que poderá culminar com o pedido de exclusão da filiação partidária de Peschinski.
O vereador deve aguardar a manifestação do Ministério Público, onde terá oportunidade de apresentar o contraditório, como bem cobrou na Sessão recente.
Foto: Arquivo/O Jornaleiro





