Comando nacional destitui Executiva do PP/SC

 Comando nacional destitui Executiva do PP/SC

Brasília – O Senador Esperidião Amin vinha deixando clara sua insatisfação com o governador Jorginho Mello (PL) desde que o partido foi praticamente expulso da coligação, onde a vaga para tentar a reeleição, antes prometida, foi jogada no colo da Família Bolsonaro.

Informações dão conta que após reunião do comando partidário, tendo Leodegar Tiskosky na presidência, contando ainda com Aldo Rosa e Sílvio Dreveck, Amin conversou de forma ácida com cada um dos três separadamente e não poupou críticas. Ainda reconhecido nacionalmente com a grande liderança do Partido Progressista em Santa Catarina, Esperidião levou o assunto ao comando nacional, que interviu no diretório estadual.

Ciro Nogueira, Senador da República e presidente nacional do partido, resolveu virar a chave no comando do Progressistas em Santa Catarina. Em ato assinado na manhã desta quarta-feira (18), o presidente nacional da sigla destituiu Leodegar Tiskoski da presidência da Comissão Provisória Estadual e entregou o posto diretamente ao senador Esperidião Amin.

Apontamentos

A movimentação é vista nos bastidores como uma reação à articulação feita por Tiskoski, Aldo Rosa e pelo secretário estadual Silvio Dreveck, que, a pedido do governador Jorginho Mello (PL), reuniram lideranças na segunda-feira para sacramentar a permanência do PP na base governista e declarar apoio à reeleição do liberal. Do encontro saiu uma carta, redigida em jantar na Casa d’Agronômica, assinada por esse grupo e pelos deputados Pepê Collaço e Zé Milton, anunciando fidelidade ao governo e ao projeto de reeleição de Jorginho.

O bilhete, porém, caiu como provocação para outro setor do Progressistas, que contesta a submissão automática ao governador e segue alinhado a Amin. As lideranças contrárias correram até Ciro Nogueira, que mandou fulminar o documento e, em seguida, assinou a troca no comando, numa espécie de “contragolpe” interno. Não é segredo que o presidente nacional do partido anda irritado com Jorginho desde que o governador deixou Amin fora da chapa majoritária e passou a cortejar outras alianças, como a do prefeito João Rodrigues (PSD), de Chapecó.

Ao colocar o próprio senador na presidência estadual, Ciro devolve a Amin o controle do tabuleiro catarinense e manda um recado em caixa alta: quem decide o destino do Progressistas em Santa Catarina não é o Centro Administrativo, é o partido.

Foto: Pedro França/Agência Senado

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O Jornaleiro

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