POLÍTICA: Aguiar…UB…PP…PL…mentiras

 POLÍTICA: Aguiar…UB…PP…PL…mentiras

De volta à lida

O ex-deputado estadual Antônio Aguiar (Foto), hoje de jaleco branco em Canoinhas, decidiu pendurar o crachá de candidato, mas não o vício da eleição. Trocou o santinho com a própria foto pelo papel de cabo eleitoral de luxo de Elói Quege, do MDB, que tenta uma vaga na Câmara Federal. Em bom português: saiu de cena, mas continua dirigindo o roteiro pelos bastidores.

“Já deu”

Aguiar até confessa que “seu tempo já passou”. É quase poético. Depois de anos de mandatos, emendas e discursos, resolveu que agora a missão é empurrar o “representante da região” para Brasília. A região, claro, aquela mesma que durante a última eleição ouviu sermões e mais sermões sobre voto útil, voto da casa, voto regional. Lembra? Então. Foi tudo lindo no palanque… até abrir as urnas.

Mais ainda:

Aguiar agora aposta suas fichas em Elói Quege para “garantir recursos para o Planalto Norte”. Pode dar certo? Claro que pode. Mas o eleitor já aprendeu a lição básica: não é o título de “candidato da região” que garante compromisso; é a postura depois da posse. E nisso, convenhamos, o histórico da nossa micro-região não é exatamente motivo de desfile em carro aberto.

Não existe

Na prática, o tal voto regional foi para o ralo. São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho fizeram exatamente o que a classe política mais teme: votaram em quem quiseram. Resultado: mais uma vez, a micro-região ficou na boca do gol para e seguiu sem ninguém na Alesc e sem ninguém em Brasília. E não por falta de discurso patriótico, mas por excesso de acordos atravessados e alianças que mudam mais que previsão do tempo no inverno.

Desde já

A campanha mal começou e já está claro o roteiro: discursos inflamados sobre voto útil, promessas de união pelo Planalto Norte e, nos bastidores, cada grupo puxando o lençol para o seu lado. Se não mudar a lógica, São Bento, Campo Alegre e Rio Negrinho continuarão especialistas em exportar votos… e importar desculpas.

No fim…

…a pergunta que fica é simples e incômoda: quem está, de fato, pensando na região e quem está apenas usando a palavra “região” como trampolim para o próprio salto? Porque, do jeito que vai, não é o eleitor que está traindo o voto regional. É a política que, mais uma vez, está traindo o eleitor.

Até eles

Vereadores que juravam amor eterno aos “candidatos da casa” agora já desfilam de braço dado com seus novos padrinhos de fora. O eleitor, aquele sujeito inconveniente que insiste em pagar a conta, assiste tudo de novo: lideranças locais rasgando na prática o que defenderam na teoria. A regra é simples: meu candidato “regional” é o de fora que me promete mais.

Nada misturado

No meio do caminho, o cenário partidário virou um samba de uma nota só: divisão. Progressistas daqui numa sintonia, Progressistas do Estado em outra, MDB tentando se reencontrar, União Brasil e PSD se ajeitando na fila dos cargos. Todo mundo jurando defender “a região”, mas cada qual defendendo, na verdade, o próprio espaço na foto.

Balela

Enquanto isso, segue a velha ladainha: se a região não eleger “os seus”, vai continuar esquecida. O detalhe é que, quando tem “os seus” lá em cima, a sensação de esquecimento continua praticamente a mesma. A diferença é só o sobrenome na placa da obra.

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O Jornaleiro

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