POLÍTICA: Câmara…brigas…Tomazini…Justiça
Por Luzardo Chaves
Chega a ser triste
A situação na Câmara de Vereadores beira o caótico. Mesmo os que se esforçam para posar de que “está tudo bem” não conseguem esconder o incômodo. A esta altura, todo mundo já entendeu que o eleitor e o contribuinte estão muito mais atentos, conectados e impacientes com o que veem no plenário.
Brigas
Pior é ouvir a tentativa de justificar o injustificável. Dizem que as discussões acaloradas são “brigas” para esclarecer fatos, corrigir rumos e colocar a cidade na “estrada certa”. Mas está escancarado que o que move boa parte dos embates são egos inflados, disputas pessoais e brigas partidárias. O discurso de “preocupação com o povo” virou, em muitos casos, apenas biombo para esconder interesses menores.
Retórica não tapa buraco
Retórica vazia não alimenta ninguém, não asfalta rua, não coloca remédio na farmácia e não resolve o transporte que tira o trabalhador da cama cedo para chegar ao emprego. O que São Bento do Sul precisa não é de discursinho bonito, de palavra de ordem partidária nem de teatrinho de Câmara. Precisa de trabalho, planejamento e entrega concreta.
Respeito
Os vereadores foram eleitos (e são pagos) para representar a população. Simples assim. Mas o que se vê, muitas vezes, é um Legislativo que parece ter esquecido a quem deve servir. Em vez de olhar para a cidade inteira, alguns preferem as guerras de ego, o partidarismo estéril e a agenda de pequenos grupos que orbitam os seus mandatos. O resultado é um distanciamento crescente entre o plenário e a vida real do eleitor.
Zum-zum
Retórica sem compromisso com a realidade é só barulho. A população cansou de promessa requentada e justificativa cheia de desculpa. Quer resultado. Quer ver sua voz transformada em ação, e não apenas em postagem bem produzida em rede social, com foto, aplauso e nada de concreto no dia seguinte.
Vale afirmar
Cidadãos e cidadãs merecem representantes que não troquem o interesse público pela vaidade pessoal ou pela conveniência partidária. O mandato é do eleitor, não do ocupante da cadeira. A confiança precisa ser honrada, e a cobrança virá do mesmo eleitor, que já começa a contar os dias para o pleito de 2028. A retórica só muda quando a prática muda. E a cidade está precisando de ação, já.
Na praça
Na tarde de terça-feira (19), um grupo de professores e sindicalistas reuniu-se na Praça Central de São Bento do Sul para protestar contra a aprovação do projeto de Lei 240, que detalha o que é férias, o que é recesso e sobre qual período incide o terço de férias.
Poderia ser maior
Para o universo de professores da rede municipal, o número de participantes foi pequeno. O recado, contudo, foi dado: há insatisfação, ainda que nem todos, estejam dispostos a ir para a praça.
Estado de greve
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais decretou estado de greve. Nos bastidores, porém, é quase consenso de que a grande maioria dos professores não cogita parar as atividades. Querem ser ouvidos, reconhecidos, mas não veem a greve como caminho neste momento.
Prioridade
Há espaço para ajuste, diálogo e correção de rota, até porque a educação deveria estar acima de disputas que, muitas vezes, mais confundem do que ajudam a avançar. E, no caso do que está acontecendo em São Bento do Sul, muita coisa está escondida e, aos poucos sendo juntadas para vir a público.
Pra cima
Do outro lado, o prefeito Antonio Tomazini (PL) avisa que cansou de “levar pancada”. Em publicações nas redes sociais, o alcaide alega que há “muita inverdade” sendo repassada ao cidadão, em especial aos professores. Tomazini sinaliza que, daqui em diante, será no estilo “toma lá, dá cá”: sempre que vier ataque, virá réplica. O tom subiu, e não parece que vai baixar tão cedo.
No off
Nos bastidores, o prefeito trabalha numa minuciosa “prestação de contas” sobre as dívidas apresentadas. Voltou a citar a empreiteira Andrade Gutierrez e a origem do rombo ligado ao terço de férias sobre os 15 dias de recesso escolar. “Vou esclarecer tudo para a população”, garante. Vem mais capítulo por aí e, pelo visto, com números e nomes.
Sucesso
Enquanto isso, a equipe da Secretaria de Assistência Social mostra que ainda é possível fazer política pública com foco e coesão. Mesmo enfrentando demandas complexas e carência de recursos, o time tem atuado de forma afinada.
Exemplo
O Seminário de Combate à Exploração Sexual Infantojuvenil comprovou mais uma vez a boa articulação interna e a liderança firme da secretária e dos diretores. Em meio a tanto ruído, é um raro exemplo de trabalho silencioso que produz resultado.
Justiça
Não poderia passar despercebida a presença, incentivo e atuação de um setor essencial para que a justiça social receba ajustes e investimentos dos setores cabíveis. Delegados, juízes (as), promotores (as) que atuam no Fórum da Comarca compareceram, contribuíram com falas em palestras e, diferente de entes políticos, acertaram suas agendas e passaram o dia na Univille acompanhando o evento.
Imagem: IA/Meramente ilustrativa





