POLÍTICA: Convenções…Acisbs…Drone…Zuleica
Definições
O fim de semana foi de convenções movimentadas em Santa Catarina, especialmente entre os grandes partidos. Em São Bento do Sul, ficaram confirmados nomes que devem entrar na disputa com força: Eli Silveira (NOVO), Jaciara Machuga (PT) e Sílvio Dreveck (PP) para a Assembleia Legislativa. Já para a Câmara Federal, o nome de Terezinha Dybas (PSD) também foi sacramentado.
Expectativa
A movimentação política agora entra na fase em que discurso bonito já não basta. Com a Associação Empresarial levando para a rua a campanha pelo voto útil, cresce a aposta de que a microrregião possa, enfim, converter densidade eleitoral em representação concreta.
A conta é simples
A análise diz que se o eleitor comprar essa ideia, há chance real de um ou dois nomes na Alesc e, quem sabe, ao menos um na Câmara Federal. O problema é que região unida no palanque nem sempre aparece unida na urna.
De perto
Ainda no Planalto Norte, quem surge com fôlego é o médico Elói Quege (MDB), de Três Barras. A candidatura dele à Câmara Federal vem ganhando musculatura com apoio espalhado de Campo Alegre até Porto União, o que mostra que há espaço para nomes que não nascem das estruturas tradicionais de poder.
Muito trabalho
Em eleição majoritariamente tomada por máquinas e acordos, Quege tenta fazer algo que parece raro: disputar território com presença real. Otimista, o médico destaca que não vai dar trégua para o tempo e que aproveitará cada instante para firmar novos apoios e levar propostas ao eleitor.
Insistência
Já no campo da política local, chama atenção a teimosia de um grupo que insiste em apoiar candidatos de Joinville, mesmo ocupando a gestão da prefeitura. É uma escolha partidária, sem dúvida, mas também uma decisão que alimenta uma pergunta incômoda: onde fica a defesa da microrregião?
Consequências
Quando a representação estadual e federal é entregue a nomes de fora, o eleitor começa a perceber que a retórica de proximidade pode servir mais ao grupo do que ao território.
Parque Nacional
Na sexta-feira, dia 31 de agosto, houve mais uma reunião sobre o Parque Nacional pretendido pelo Governo Federal na região do Quiriri. O encontro reuniu mais de 120 pessoas, no interior de Campo Alegre.
A luta continua
O grupo manteve aceso o debate sobre um projeto que, para muitos moradores, soa menos como preservação e mais como ameaça direta ao direito de quem vive e trabalha ali. O embate com o Governo Federal e o ICMBio promete novos capítulos, porque a resistência local está longe de recuar.
Na Câmara
Em Campo Alegre, o vereador João Nilson Venera (PP) segue na linha de frente dessa mobilização e deve levar novas informações à Câmara Municipal nesta segunda-feira.
Foi além
O tema deixou de ser apenas ambiental e virou também político, social e econômico. No fundo, o que está em jogo é a velha disputa entre decisão de gabinete e realidade de quem mora no chão da região.
Drone na Câmara?
Em São Bento do Sul, a compra de um drone pela Câmara de Vereadores, por valor próximo de R$ 10 mil, caiu como novidade nada discreta. O detalhe que irrita é outro: os vereadores dizem ter sido informados só depois que o processo já estava em fase de empenho.
Fiscais
Em tempos de cobrança por transparência, esse tipo de condução alimenta desconfiança antes mesmo de qualquer explicação técnica. E a pergunta que fica é objetiva: para que exatamente vai servir o equipamento?
Por detrás das cortinas
Nos bastidores da política, cresce a leitura de que Zuleica Voltolini (PP) pode assumir o comando do Legislativo a partir de 2027. E, nesse cenário, o nome de Marco Redlich (PP) volta a ser citado como figura de confiança para a condução da Câmara.
Conhecimento e prudência
Redlich, aliás, deixou fama de gestão serena e de zelo com o dinheiro público, um ativo raro, especialmente num ambiente em que vaidade costuma falar mais alto que eficiência.
Aulas
Na educação, o secretário Josias Terres (PED) abriu o segundo semestre com discurso otimista e promessa de boas notícias. A pauta inclui obras, formação e adaptações. Agora, resta transformar expectativa em entrega, porque escola pública não vive de anúncio: vive de resultado. E a comunidade já está mais atenta do que nunca.





