POLÍTICA: Ordem…Rodrigues…Tomazini…Elói

 POLÍTICA: Ordem…Rodrigues…Tomazini…Elói

Entre abraços de campanha, denúncias arquivadas e saudade de cargos comissionados, a política regional segue firme no seu esporte favorito: fingir que é tudo por “amor ao povo”.

Sem love

No meio de uma onda de espernear e esbravejar, algumas prefeituras andam “colocando a casa em ordem”, inclusive cortando aventuras extraconjugais que confundiam gabinetes e pastas essenciais com novela das onze. Famílias agradecem, servidores respiram e a gestão tenta, enfim, voltar a ser gestão.

Onde se ganha o pão…
Vale lembrar a velha máxima que circula discretamente nos corredores do poder: onde se ganha o pão, não se come a carne. Quando alguém esquece dessa regra básica, não demora muito para faltar os dois: o pão e a carne. E, em alguns casos, até o carguinho.

Encontro de compadres
No próximo sábado, Jaraguá do Sul será palco de mais um grande ato de “união pelo futuro de Santa Catarina”. De um lado, o pré-candidato a governador João Rodrigues (PSD), de outro, Carlos Chiodini (MDB) ensaiando de vice, ladeados por progressistas, União Brasil e demais siglas que juram estar juntas “pelo bem do Estado”.

Local

O encontro na Sociedade Acaraí não deixa de ser simbólico: é o momento de medir quem ainda aplaude no salão e quem já escorregou discretamente para outros compromissos, daqueles que não cabem na foto oficial.

Os ausentes mais presentes
Enquanto algumas lideranças da região correm para garantir cadeira na mesa, chama atenção a ausência reiterada de certos nomes historicamente ligados ao Progressistas, que hoje fazem plantão no palanque de Jorginho Melo (PL).

Cenário

É a velha arte de estar em corpo num lado e em espírito em outro. Oficialmente, todo mundo está “avaliando o cenário”. Extraoficialmente, o que se avalia mesmo é quem oferece o projeto mais vantajoso e, de preferência, com mandato e cargo em pacote promocional.

Elói na estrada
Na disputa por uma vaga em Brasília, o médico Elói Queje (MDB) vai cumprindo a cartilha: visita, cafezinho, foto, mais visita e assim por diante. Ex-prefeito, agora pré-candidato a deputado federal, tenta preencher o vácuo deixado desde os tempos em que Mauro Mariani (MDB) era o nome da região.

Possibilidades

Para ajudar, surge a proposta de dobradinha com Silvio Dreveck (PP), numa troca de gentilezas onde um empresta o sobrenome ao outro no material de campanha. Silvio, dizem, ficou de “pensar com carinho”. Em ano eleitoral, esse “pensar” costuma durar até a pesquisa mais recente bater na mesa.

Tomazini…de novo
No tabuleiro municipal, o prefeito Tomazini (PL) e o secretário de Educação, Josias Terres (PSD), emplacaram mais uma vitória: nova denúncia arquivada pelo Ministério Público. Chamou atenção o recado sobre o uso responsável da inteligência artificial em denúncias.

MP

No despacho, em suas palavras oficiais, o MP deixa claro que a tecnologia até ajuda, mas ainda não inventaram algoritmo que transforme narrativa fraca em prova robusta. Enquanto isso, a Educação segue trabalhando longe dos holofotes, o que, em tempos de espetáculo permanente, chega a ser quase um ato revolucionário.

Modo divulgação
Já no campo da Assembleia Legislativa, a pré-candidata Jaciara Machuga (PT) faz questão de registrar e divulgar cada passo da sua romaria política pelo Planalto Norte. O público-alvo? Aquela parte da população que se sente sistematicamente deixada para depois, justamente a que costuma ser lembrada apenas em época de voto.

“Dindo”

Ao lado do deputado Pedro Uczai (PT), Jaciara ensaia o discurso da representatividade e tenta convencer que, desta vez, será diferente. A conferir, como sempre, nas urnas. Mas, que se deixe clarear, a moça tem “pedalado” por todas as trilhas em busca da confiança do eleitor.

Hortas, cargos e memórias seletivas
E, para apimentar a semana, o presidente da Câmara são-bentense resolveu reencontrar o tema que parece o perseguir: as hortas comunitárias. Agora, sentado na cadeira do Legislativo, aponta o dedo para a Assistência Social como se, na sua passagem pela pasta, tudo tivesse florescido, colhido e sido servido em banquete.

Porém…todavia..

A memória, ao que parece, não é das mais férteis: as hortas mal saíram do papel naquela época. Mas o verdadeiro drama parece não estar na terra, e sim nas raízes: a dor pela perda de cargos de confiança que, curiosamente, germinavam sempre perto de aliados e cabos eleitorais. Quando a limpeza foi feita, sobrou ressentimento e discurso inflamado travestido de preocupação social.

FOTO DE CAPA: ocpnews

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O Jornaleiro

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