POLÍTICA: Stammtisch…Tere…Josias…Educação

 POLÍTICA: Stammtisch…Tere…Josias…Educação

Vitória

A educação são-bentense tem, sim, motivos para comemorar. E aqui não há espaço para falsa modéstia: quando os resultados aparecem, é preciso reconhecer quem trabalha. O avanço no Ideb, somado à evolução de muitos estudantes no comportamento, na participação e na convivência comunitária, mostra que educação não se faz apenas com discurso bonito em palanque.

Equipes

Há gestores que se dedicam, professores que se desdobram e equipes que, diariamente, fazem o possível  (e às vezes até o impossível) para que a máquina funcione. E funciona melhor quando deixam a política partidária do lado de fora da sala de aula. Parece óbvio. Mas, para alguns, o óbvio precisa vir com legenda.

Lideranças

A qualidade construída hoje pode, sim, preparar lideranças melhores para amanhã. E convenhamos: a política anda precisando de uma boa renovação. Não necessariamente de gente nova apenas, mas de gente com novas ideias, mais maturidade e menos vontade de transformar cargo público em extensão do diretório partidário.

Tudo abstrato

Na Educação, os desafios são diários. Além das questões pedagógicas, administrativas e estruturais, há ainda aquele ingrediente que nenhuma secretaria deveria precisar administrar: o famoso “fogo amigo”. E, nesse caso, amigo entre aspas bem grandes.

Falando nisso…

…não é exatamente novidade que o professor Josias Terres (PSD), titular da Educação, vem enfrentando resistências e algumas tentativas de desgaste. O que parece garantir sua permanência no comando da pasta é algo que, em política, vale mais do que muita reunião partidária: a confiança do prefeito Antonio Tomazini (PL).

Siga la pelota!

Enquanto o prefeito estiver convencido de que Josias deve permanecer onde está, podem até tentar puxar o tapete. O problema é que o tapete, pelo jeito, está bem preso no chão. E para alguns aspirantes a tapeceiros políticos, isso deve ser bastante frustrante.

Liberdade

Há uma situação, no mínimo, curiosa acontecendo nos bastidores da administração. Segundo relatos, pequenas (e aqui o tamanho é metafórico) cabeças do Partido Liberal estariam tentando convencer servidores ocupantes de cargos de confiança, inclusive aqueles ligados a outras siglas, de que existe uma espécie de “religião eleitoral”: apoiar apenas candidatos do PL ou, no mínimo, não ser visto apoiando ninguém que esteja fora da cartilha.

Ora, ora…

Desde quando cargo de confiança significa certificado de propriedade política? Servidor comissionado pode ter compromisso administrativo com o governo e, ao mesmo tempo, possuir consciência, opinião e preferência política próprias. Achar que todo mundo precisa marchar no mesmo compasso é menos liderança e mais síndrome de banda marcial (Com todo respeito às Bandas Marciais).

Vou ali e volto já!

E tem um detalhe que talvez os pequenos estrategistas ainda não tenham percebido: 2028 está logo ali. Quem hoje constrange aliados para demonstrar fidelidade pode descobrir amanhã que ficou sem aliados.

Pior

E a situação fica ainda mais interessante quando determinadas “cabecinhas” resolvem apostar justamente em nomes que já perderam boa parte da credibilidade junto ao eleitor são-bentense. Aí entra aquela velha máxima: ação e reação.

Nem super heróis!

Não existe trovão azul, bionicão, capa de super-herói ou marketing de ocasião capaz de apagar determinadas páginas da história recente.

O eleitor pode até esquecer um discurso. O que costuma ser mais difícil é esquecer comportamento.

2028?

Calma. Ainda estamos em 2026. Mas quem vive de política sabe que quatro anos passam mais rápido do que promessa feita em época de eleição. Por isso, seria prudente organizar o presente pensando no futuro. Manter portas abertas, cultivar bons relacionamentos e, principalmente, não tratar aliados de hoje como adversários descartáveis.

Dor de barriga

Política tem uma regra simples: ninguém sabe quem vai precisar de quem amanhã. Diplomacia, entretanto, é artigo raro. E articulação política inteligente parece estar entrando na categoria de produto importado.

Falando nisso…

…se existe alguém que sabe fazer articulação é a advogada Tere Dybas (PSD). Tomou a decisão, ouviu bases importantes, avaliou o cenário e foi para o jogo. Independentemente do resultado de 4 de outubro, seria um erro imaginar que o projeto político termina naquela data. Muito pelo contrário.

Crescimento

Quem entra numa disputa majoritária ou assume protagonismo político passa a ser observado também para os próximos movimentos.

E, pelo que se comenta nos bastidores, Tere já estaria sendo sondada para um projeto maior no chamado ano olímpico. Ou seja: enquanto alguns ainda estão brigando pelo lugar no banco, tem gente pensando na próxima temporada.

“Bugio roncou”

E roncou bonito. A Stammtisch realizada em Campo Alegre no sábado (15) teve até um inesperado remake de Telecatch. Como diria o saudoso Raimundo Lisboa, naquela velha narração: “uma hora tavam em cima da gente, outra hora a gente tava embaixo dos adversários e o pau pegava…”

Pois é!

Só faltou o narrador, a lona e o cinturão. Porque, pelo visto, teve gente que confundiu confraternização com campeonato de vale-tudo. E convenhamos: não foi bonito.

Lições

Independentemente de quem se envolveu, quem começou ou quem terminou, o episódio precisa servir de lição. Política exige habilidade. Exige controle emocional. Exige capacidade de ouvir, interpretar pessoas e, principalmente, entender que nem toda provocação merece resposta.

E mais!

Resolver divergência no grito ou na “porrada” pode até render alguns segundos de adrenalina. Mas definitivamente não constrói liderança.

Quem conhece a arte de fazer política sabe que, muitas vezes, a maior vitória é sair de uma discussão sem precisar mostrar quem grita mais alto.

Mas…

…como numa adaptação bem-humorada da conhecida lógica de Dale Carnegie, política pode ser mesmo a arte de perder amigos e influenciar pessoas. Na Stammtisch, aparentemente, alguns amigos ficaram pelo caminho. E aí entra a parte mais séria da história: havia crianças e adolescentes no entorno.

Torcida

Que eles tenham visto apenas um episódio isolado, e não uma aula prática sobre como resolver diferenças. Porque política, convivência e vida em sociedade exigem algo que anda em falta: bom senso.

Parece piada

Que o bugio tenha roncado pode até virar folclore. O problema é quando o ronco vira método. E, nesse caso, talvez esteja na hora de alguns personagens entenderem que microfone, mandato, cargo ou influência não transformam ninguém em dono da razão. No fim das contas, quem pretende liderar pessoas precisa primeiro aprender a conviver com elas e, principalmente, saber a hora de guardar o gogó, baixar a temperatura e não transformar uma Stammtisch em ringue político. Fica a lição!

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O Jornaleiro

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