Alerta para provável surto de virose em São Bento do Sul

 Alerta para provável surto de virose em São Bento do Sul

A Secretaria de Saúde de São Bento do Sul, por meio da Vigilância Sanitária, monitora um possível aumento nos casos de pacientes com virose no município. Os números atuais estão dentro do que é considerado normal se comparado à população de 86 mil habitantes. No entanto, em outras cidades de Santa Catarina notou-se um aumento de casos. Em julho ocorreram 8 surtos registrados pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC) e no mês passado foram 40, sendo que 60% deles concentrados na região Sul do Estado.

Como forma de prevenção, as fiscais da Vigilância Sanitária de São Bento do Sul, Luciana Machado e Daniela Dreveck, entraram em contato com a Secretaria de Educação, repassando as orientações de como proceder nas escolas.

Também será elaborado documento de comunicação interna para todas as escolas do município, orientando quanto a higienização dos espaços e os cuidados que os pais devem tomar, entre eles procurar atendimento médico caso notem algum problema com seus filhos.

No caso de criança com sintomas, pede-se que as mesmas fiquem em casa até melhorar.

Conforme nota técnica da Dive nº 0015/2021, os surtos podem ser ocasionados por diversos patógenos, como: Rotavírus e Norovírus; a bactéria Escherichia coli (enteropatogênica); Salmonella e Shigella; e os parasitas Cryptosporidium, Cyclospora e Giárdia.

Em geral, eles podem ser transmitidos devido ao preparo e acondicionamento incorreto de alimentos; ao consumo de bebidas (água, sucos, gelo) de procedência duvidosa ou que não seguiram as recomendações sanitárias; e a ausência de cuidados com a higiene pessoal (como a lavagem das mãos), que facilitam a transmissão de patógenos causadores da diarreia.

A principal manifestação da doença é a diarreia, podendo vir acompanhada de náusea, vômito, febre e dor abdominal. Em alguns casos, há presença de muco e sangue nas fezes.

O aumento de casos de virose pode estar relacionado a diversos fatores como: retorno das atividades escolares presenciais, qualidade da água devido à seca prolongada, descuido com as medidas sanitárias principalmente no que diz respeito à higiene pessoal, entre outros.

Por conta disso, a recomendação estadual é que as Vigilâncias Epidemiológicas fiquem atentas em suas cidades, orientando a população e realizando atendimentos quando necessários. E, em caso de surto, além da notificação ao Estado deve ser feita uma investigação da origem e coleta de amostras para exames.

ASCOM/PMSBS

Mafalda Claudino

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