Diretoria sindical começa mandato com dificuldades

Diretoria sindical começa mandato com dificuldades

São Bento do Sul – A diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Bento do Sul e Campo Alegre, que tomou posse na noite de quarta-feira (22) ficou em estado de choque ao chegar na sede da entidade para os trabalhos nesta quinta-feira (23). Nenhum informação, absolutamente nada, foi deixada nos computadores para atendimento aos servidores.

O presidente empossado no dia anterior, Edmilson Benedito de Assis, se disse indignado com a situação deixada pela diretoria anterior, que tinha como presidente Adriana Bombassaro Zanella. “Eles formataram os computadores, retiraram absolutamente todas as informações. Não temos nada, nenhuma planilha de atendimento ao servidor. Chegamos para trabalhar e as duas funcionárias do Sindicato não vieram. Descobrimos que elas foram demitidas nesta semana”, disse Edmilson.

Além desse relato, o atual presidente destacou que as duas servidoras, que foram demitidas sem justa causa, coube à entidade a obrigação de pagar todos os direitos trabalhistas, inclusive FGTS com a multa de 40%. “Houve também a rescisão com o advogado que estava atendendo o Sindicato. Neste caso ele foi indenizado com uma quantia próxima de R$ 20 mil”, confirmou Assis.

A nova diretoria realizou levantamentos e ainda descobriu que a empresa de segurança contratada para monitorar o prédio onde está instalado o Sindicato teria sido comunicada que estava tudo certo e que apenas na próxima segunda-feira (27) o novo comando começaria atuar. (Esta informação foi presenciada pela redação de O Jornaleiro). “Não nos restou outra alternativa senão registrar ocorrência da situação. Vamos entregar todos os documentos para a Justiça e abrir para a comunidade o que realmente aconteceu aqui no Sindicato. Foi um golpe baixo não contra a chapa que agora assume, mas ao servidor público que sai prejudicado, pois precisaremos de um tempo para organizarmos as planilhas e começar atender o público”, acrescenta o presidente.

Liminar Judicial

Conforme Benedito, no mês de dezembro a chapa vencedora da eleição entrou com pedido na Justiça para que nenhum funcionário do sindicato fosse desligado por demissão para evitar prejuízo no caixa da entidade neste começo de trabalho. “Eles serão denunciados por desobediência com a Ordem Judicial. Não poderiam ter feito isso porque a Justiça entendeu que não deveriam ter esse procedimento. Mas, ao contrário, demitiram os servidores um dia antes de encerrar o mandato”, confirma Assis.

Uma nova visão

Edmilson enfatizou que vai trabalhar os quatro anos dando transparência às verbas do sindicato com intuito de mudar o jeito de fazer política sindical. Segundo ele, a forma antes utilizada em que se publicava o edital dando apenas cinco dias de prazo para montagem e registro de chapa vai mudar. “Esse método utilizado até agora nada mais era do que uma forma de impedir concorrência. Não queremos isso. Entendo que todos têm direito de participar, de concorrer à direção sindical. Daremos, pelo menos, 30 dias de prazo. Quando aos recursos, o servidor merece saber o que está sendo feito com seu dinheiro”, disse.

Fora de área

O Jornaleiro tentou contato com a ex-presidente, Adriana Zanella, mas o telefone estava fora de área e não houve retorno das ligações.

Foto: Arquivo/Internet/Jornal A Gazeta