São-bentense revela que Itália está mais preocupada

São-bentense revela que Itália está mais preocupada

Forli/Itália – Por alguns dias o povo italiano se mostrou mais confiante por conta do número de pessoas contagiadas estava reduzindo. Mas as últimas 24 horas voltou apresentar preocupações para a população. Mais uma vez um número grande de mortos, 712 nas últimas 24 horas, revelou a dificuldade que o país está encontrando para controlar a doença.

O são-bentense Guilherme Cemin de Paula, que está estudando e trabalhando naquele país, disse que a preocupação é geral. “Está complicado. Todos estavam ficando um pouco mais confiantes, pois apesar das mortes ainda estarem aumentando, o número de novos contágios estava caindo há quatro dias. Mas hoje aumentou de novo. Está complicado também porque nesta semana o governo fez parar todas as fábricas que não produzam artigos essenciais. Ficará tudo fechado até a primeira semana de abril, pelo menos. Ao menos tem um fundo do governo que banca 70% dos salários, o que ameniza as dificuldades do povo em geral”, disse.

Sobre a expectativa da sociedade italiana por uma possível cura imediata, o estudante revela que muitos se encheram de esperança após declarações dos presidentes dos EUA e do Brasil, mas por pouco tempo. “Chegaram a veicular algumas notícias sobre aquele medicamento que estava, aparentemente, apresentando resultado positivo na França. O Trump e o Bolsonaro estavam propagandeando. Mas depois veicularam umas noticias de que testes na China mostraram que a medicação não faz diferença, e desde então não ouvi ninguém mais falando disso”, segue Guilherme.

Por último, destacou que o abastecimento alimentar está tranquilo e que os supermercados estão bem com produtos nas prateleiras para suprir as necessidades. “Ao menos por aqui está tranquilo. Temos filas para entrar no mercado porque só entram poucas pessoas ao mesmo tempo. Mas as prateleiras estão bem abastecidas. Não falta nada”, finalizou.

Comunidade brasileira na Itália segue pedindo prudência para os moradores do Brasil e que não achem que a doença é uma farsa. Está matando cada vez mais pessoas. Na Itália a maioria são pessoas com idade média de 78 anos, sendo que mais de 70% são homens.

Foto: Divulgação/Internet