SELEÇÃO: talento nunca foi problema

 SELEÇÃO: talento nunca foi problema

Brasil teve duas oportunidades, sendo uma de pênalty, quando o placar ainda estava 0 a 0. Não converteu e acabou derrotado.

Todos os veículos de comunicação do Brasil e do mundo destacam a eliminação da Seleção Brasileira da Copa do Mundo de Futebol 2026. Uma derrota para a Noruega por 2 a 1 selou o destino obrigando os brasileiros à volta para casa.

A eliminação do Brasil para a Seleção da Noruega no Mundial de Futebol deixa mais do que um resultado negativo: expõe, mais uma vez, diferenças claras de postura e preparação. Enquanto seleções europeias tratam uma competição dessa envergadura com foco absoluto, disciplina rígida e rotina voltada exclusivamente ao rendimento, o Brasil segue convivendo com questionamentos que vão além das quatro linhas.

Na Europa, não há espaço para dias de passeio, distrações ou improvisos. Cada treino, cada descanso e cada detalhe fazem parte de um planejamento profissional, respeitado por atletas e comissões técnicas. É essa mentalidade que transforma times organizados em seleções competitivas, ainda que sem o mesmo brilho individual que historicamente marca o futebol brasileiro.

A derrota para a Noruega escancara a necessidade urgente de mudanças estruturais. A Confederação Brasileira de Futebol precisa adotar uma postura mais profissional, moderna e coerente com o peso da camisa da Seleção Brasileira. Isso passa por planejamento sério, critérios técnicos claros, preparação física e mental adequada e, principalmente, comprometimento real com resultados.

Talento nunca foi problema. O que falta é transformar potencial em desempenho consistente. Se o Brasil quiser voltar a ser protagonista nas próximas competições, o caminho passa menos por discursos e mais por trabalho, seriedade e profissionalismo do início ao fim.

Quanto a Noruega, uma aula de humildade, empenho e dedicação de um time comandado por um atacante, aparentemente desengonçado na sua estrutura física, mas que trata o futebol como uma carreira que leva os dedicados a lugares mais avançados. Independentemente do que vem pela frente, Erling Halland e seus colegas de equipe, mostram que um ou dois talentos em campo podem contagiar um grupo a fazer o seu melhor.

Foto: Nelson Terme/CBF

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O Jornaleiro

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