Promotor alvo do PCC junto com Moro diz que recebe ameaças quase todas as semanas

 Promotor alvo do PCC junto com Moro diz que recebe ameaças quase todas as semanas

Nacional – O Promotor responsável por investigações e ações concretas para reduzir a ação da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Lincoln Gakiya, afirmou que anda com escolta 24 horas por dia e que, “quase toda semana se descobre um plano para me matar”.

A Polícia Federal desarticulou na manhã de quarta-feira (22) um plano que teria como objetivo matar, além de Lincoln, o senador Sérgio Moro (União Brasil).

De acordo com Gakiya, o plano para matar o ex-juiz e atual senador Sérgio Moro foi identificado por meio de um depoimento colhido de uma testemunha em investigações no final de janeiro. A ação foi articulada por uma espécie de “departamento de homicídios” da facção criminosa, que usava um codinome para se referir a Moro – que, segundo investigadores, era “Tóquio”. Segundo a PF, a ação ocorre em Rondônia, Paraná, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Gakiya é considerado um dos maiores especialistas em combate ao crime organizado do País. O promotor faz parte do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo) de Presidente Prudente, no interior do estado. Segundo ele, o PCC está presente em todos os Estados, além de outros países da América do Sul e Europa. Por conta disso, ele frisa que o combate deve ser integrado. Ainda assim, o promotor disse que muita coisa foi feita para combater o chamado ‘Partido do Crime’.

Ele foi o responsável pela transferência de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, para o sistema penitenciário federal, em uma ação visando desarticular o comando do PCC. Marcola estava, desde então, no sistema federal de Porto Velho (RO) e neste ano, já no governo de Lula, seguiu para o complexo da Papuda, no Distrito Federal (DF).

Até o momento, nove investigados já foram detidos e parte deles são do PCC. Os planos de homicídio e extorsão mediante sequestro tinham vários alvos, como autoridades do sistema penitenciário e integrantes das policiais de diversos Estados.

Informações: Portal G1/jornal O Estado de São Paulo/OCPNews

Divulgação/MPSP

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O Jornaleiro

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