CHACINA: Após mais uma tragédia, medidas de segurança
Santa Catarina – Após a chacina que vitimou cinco crianças em uma creche na cidade de Blumenau, autoridades de todo o estado, incluindo o governo estadual, prometem enfrentamento com investimentos na segurança dos estabelecimentos. Em algumas cidades pais e professores se posicionaram pedindo mais seriedade e foco dos governantes para garantir a tal segurança prometida em campanhas eleitorais e relegada ao esquecimento nos últimos anos.
A repercussão do assunto ganhou espaço internacional, levando as autoridades a manifestações pelos veículos de comunicação e pelas redes sociais. Muitas cidades, a exemplo do que acontece no Norte de Santa Catarina, se preparam para investidas que incluem a imediata instalação de portas com detectores de metais e a contratação de vigilância armada para as escolas, sejam elas da rede estadual, municipal ou particular.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, se deslocou de Florianópolis para Blumenau assim que foi informado sobre o ataque contra a creche que resultou na morte de quatro crianças, duas de 4 anos, uma de 5 e uma de 7 anos. “É um momento de muita dor para Santa Catarina, para o Brasil. Suspendemos as aulas da rede estadual no município hoje e amanhã, agora estamos aqui para prestar solidariedade, estamos em um momento triste para a sociedade. Todas as nossas forças de segurança estão em Blumenau, pedimos calma, cuidado com as informações na rede social. É momento de entender, agir, colocar a cabeça para funcionar. Só quem passa por uma dor dessa pode saber o tamanho dessa tragédia.”
Outras vítimas do atentado foram atendidas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina e encaminhadas aos hospitais Santo Antônio e Santa Isabel e estão sendo acompanhadas. São cinco crianças que se encontram em situação estável e sem risco de morte. O autor dos fatos se entregou na guarda do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM), sendo preso e encaminhado à delegacia de Polícia Civil para providências. O fato trata-se de um caso isolado e está sob investigação.
Foto: Divulgação/Eduardo Valente/SECOM





