Polícia de Joinville investiga professor que teria enaltecido ataque em Blumenau
Joinville – Pais e alunos de uma escola de Joinville, no Norte de Santa Catarina, denunciaram na sexta-feira (7) declarações de ódio de um professor do Ensino Médio. Uma das falas que gerou revolta na comunidade escolar ocorreu após o ataque a uma creche em Blumenau, que deixou quatro crianças mortas. A escola estadual fica no bairro Jardim Iririú.
Um vídeo que registra as declarações foi enviado à equipe do Portal ND+, que optou por não divulgá-lo. Nele, o professor apoia o ocorrido em Blumenau e sugere atos de violência. A reação dos alunos é de revolta. “Absurdo”, diz uma estudante.
A Polícia Civil afirma que já recebeu denúncia referente ao caso e que vai iniciar uma investigação para apurar os acontecimentos, em princípio relacionados ao delito de apologia ao crime. Na segunda-feira (10), a direção escolar, testemunhas e o professor serão intimados a prestar depoimentos.
Violência em sala de aula
Conforme relato de outros alunos, além desta fala violenta, o professor em questão já agiu diversas vezes com posturas de agressividade e teria, inclusive, agredido um estudante e virado uma carteira em outro aluno. O docente também teria se gabado das agressões.
Além das agressões físicas, xingamentos e violência verbal também seriam constantes. Uma aluna afirma que o professor já insinuou que uma estudante se suicidasse. “Falando que não fazia nada e desperdiçava oxigênio”, comenta.
“Só quem tem aula com ele sabe o quão sem noção ele é, única coisa que ele faz é espalhar o ódio por aí”, diz uma estudante.
Estado acompanha o caso; deputado cobra medidas
A Secretaria de Estado da Educação (SED) informa que está ciente da situação envolvendo um professor na escola do Jardim Iririú e está tomando todas as medidas cabíveis e legais.
“A SED salienta que, visando o fortalecimento socioemocional, o currículo catarinense trabalha com competências e habilidades que ampliam o respeito e a empatia na sociedade. As coordenadorias regionais também contam com profissionais como psicólogos e assistentes sociais, que compõem o Núcleo de Prevenção às Violências Escolares (NEPRE), para dar suporte às escolas e estudantes”, diz em nota.
Fonte: ND+
Foto: Freepik/Reprodução/ND





