Suspeito de estuprar mulher e jogar em rio continua preso
Jaraguá do Sul – O homem que estuprou e tentou matar uma mulher em Jaraguá do Sul continua preso. Ele passou por audiência de custódia na tarde de quarta-feira (21), no Fórum, e teve a prisão em flagrante revertida em preventiva.
Com a decisão do Judiciário, ele vai permanecer detido no Presídio Regional de Jaraguá do Sul. O crime aconteceu na ciclovia na rua Afonso Nicoluzzi, no bairro Rau, na noite de segunda-feira (19).
O autor rendeu a vítima com uma faca e a arrastou para uma área após os trilhos, nos fundos de uma empresa. Após diligências, policiais civis e militares realizaram um cerco na região central de Jaraguá do Sul. O criminoso foi detido no fim da manhã de terça-feira (20) na rua Coronel Procópio Gomes de Oliveira.
Sob o efeito de drogas
O delegado Leandro Mioto destacou a frieza com que o estuprador narrou os fatos na delegacia. Em depoimento, o autor contou que estava sob o efeito de drogas. Após a abordagem, ele levou a mulher para um lugar ermo. Além de dar socos e pedradas na cabeça da vítima, ele cometeu o abuso sexual. Em seguida, ele jogou a mulher de uma ponte da linha férrea em um riacho.
“A vítima não morreu por um detalhe, porque não era a hora dela mesmo. Ela conseguiu sair do riacho e foi até a rua, onde foi socorrida pelo próprio marido. Ele fala que usou drogas, foi para a rua, encontrou a vítima, viu essa oportunidade e cometeu essa atrocidade”, destaca o delegado.
A mulher foi levada pelo companheiro para o Hospital São José, onde está internada.
O autor do crime utilizava uma tornozeleira eletrônica e respondia por um roubo cometido contra uma motorista de aplicativo em Guaramirim.
Estupro
O crime de estupro está previsto no artigo 213 do Código Penal, de 1940, e prevê pena de 6 a 10 anos de reclusão para quem “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”. Se a vítima tem entre 14 e 18 anos de idade, a pena é aumentada, chegando a até 12 anos de prisão.
Fonte: OCP News
Foto: Fábio Junkes





