GRIPE: Vacina não é opção, é proteção
Cobertura contra a gripe está abaixo do ideal no Planalto Norte e preocupa autoridades de saúde
São Bento do Sul – A vacina contra a gripe está disponível, é gratuita para os grupos prioritários, mas muita gente ainda insiste em adiar ou simplesmente ignorar a proteção. No Planalto Norte, as coberturas de influenza em 2026 estão longe da meta recomendada e acendem o alerta de secretarias municipais e do Estado.
Em São Bento do Sul, o secretário de Saúde Marcelo Marques lembra que a gripe não pode ser tratada como um simples resfriado, especialmente para crianças pequenas, gestantes e idosos. “A vacina funciona como um treinamento para o sistema de defesa. Ela prepara o organismo para reconhecer o vírus antes que ele provoque complicações graves”, ressalta. Pneumonias, internações prolongadas e até óbitos podem ser evitados com uma dose que leva poucos minutos no posto de saúde.
Os números mostram que há muito a avançar. Nenhum município da região atingiu 50% de cobertura. Irineópolis lidera o ranking com 49,34%, seguido de Porto União (46,90%) e Monte Castelo (43,65%). São Bento do Sul, maior cidade do Planalto Norte, aparece apenas em 10º lugar, com 37,18% de vacinados, desempenho abaixo de municípios menores. No fim da lista está Major Vieira, com 33,44%.
Para Marques, não se trata apenas de proteção individual. Ao se vacinar, a pessoa ajuda a reduzir a circulação do vírus na comunidade, protegendo familiares, colegas de trabalho e, principalmente, quem não pode receber a vacina por motivos de saúde. “É um ato de responsabilidade coletiva. Quando a cobertura é baixa, toda a cidade fica vulnerável”, afirma.
Especialistas reforçam que a vacina da gripe é segura, atualizada anualmente e oferecida na rede pública com foco nos grupos que mais sofrem com complicações. A recomendação é não esperar o frio se intensificar nem o surgimento dos primeiros sintomas. A orientação é simples: procurar a unidade de saúde mais próxima e colocar a imunização em dia.
Enquanto as metas não são alcançadas, o recado das autoridades de saúde é direto: fugir da vacina não afasta a doença. A melhor barreira contra a gripe continua sendo o braço estendido no posto.
Foto: Arquivo/O Jornaleiro





