POLÍTICA: Tomazini…saúde…Dreveck…Câmara

 POLÍTICA: Tomazini…saúde…Dreveck…Câmara

Volta à atividade

O prefeito Antonio Tomazini (PL) voltou, nesta segunda-feira (22), a ocupar a cadeira titular na Prefeitura de São Bento do Sul. Foram dez dias de férias, período em que o vice, Tirso Hümmelgen (União Brasil), comandou o Executivo municipal. A casa ficou em ordem, mas agora o titular retoma o volante, e a cobrança vem junto.

Agilizando

Logo na manhã de retorno, o alcaide teve reuniões com secretários e assessores para atualizar a pauta e destravar demandas represadas. A semana promete agenda cheia, com decisões em diferentes áreas. Na teoria, é hora de “acelerar” processos; na prática, o cronômetro da população está há tempos marcando atraso, especialmente na saúde.

Quais?

Entre as principais queixas, está a ausência do prefeito, do vice e do secretário de Saúde nas unidades básicas e na UPA. Profissionais da área afirmam que a presença do comando é essencial para ouvir relatos de rotina e problemas mais graves. Em resumo: o governo cobra desempenho das equipes, mas não tem aparecido muito para ouvir o diagnóstico de quem está na linha de frente.

Inverno chegou

Com a chegada do inverno, São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho voltam a ligar o alerta para as ondas de frio, que lotam as unidades de saúde. Crianças menores de 2 anos e idosos acima dos 60 são os primeiros a sentir o impacto e a procurar posto de saúde, UPA e hospital. Todo ano é assim, como uma frente fria anunciada, e ainda assim, sempre tratada como surpresa.

Relevante

Por isso, a área da saúde precisa trabalhar em estado de atenção permanente, e não apenas reagir quando a reclamação já virou crise. Em São Bento, não faltam exemplos recentes de situações que poderiam ter sido evitadas com planejamento, presença e coordenação. A cobrança por liderança “de corpo presente” vem de longa data; só falta alguém, de fato, aparecer.

Comando político

Outro ponto que exige mão firme de Tomazini é o comando político do grupo ligado ao PL no município. A pré-candidatura da vereadora Terezinha Dybas (PSD/Foto) a deputada federal mexeu com o tabuleiro e com os humores da base aliada. No jogo eleitoral, todo mundo quer espaço e, de preferência, com estrutura da máquina.

Na microrregião

Isso porque alguns pré-candidatos à mesma cadeira já tinham “reservado” cabos eleitorais e apoiadores, contando quase como certo o engajamento de setores da prefeitura de São Bento do Sul. Caberá ao prefeito colocar panos quentes e lembrar que cada sigla tem o seu projeto e que o protagonismo não é direito adquirido de ninguém. Em ano de articulação, quem não organizar a casa corre o risco de virar coadjuvante da própria história.

Centro Social Urbano

O antigo Centro Social Urbano foi demolido, mas continua rendendo assunto. No lugar, será construído um Centro de Atendimento à Pessoa Idosa, espaço de convivência para a terceira idade, fruto de articulação que envolveu o prefeito Tomazini e, lá atrás, o então deputado estadual Silvio Dreveck (PP). Em tempos de memória curta, vale repetir: obra nova tem foto de muita gente, mas o empenho é de mais de um mandato.

Gasolina

Tomazini mal voltou das férias e já recebeu combustível extra para preocupação: o Ministério Público de Contas está tocando adiante representações ligadas à Secretaria de Saúde, com base em denúncias apresentadas pelo diretor da Câmara, Ronnie Zulauf. Estão na mira contratações de profissionais e empresas, justamente numa área que já vinha sendo alvo de críticas. Para um governo que tenta mostrar controle, é o tipo de faísca que pode virar incêndio.

Recuperar

A Câmara de Vereadores de São Bento do Sul também precisa reorganizar o próprio cenário. As recentes disputas internas, com direito a recados públicos e bastidores ruidosos, têm afastado lideranças comunitárias e eleitores das sessões. A própria reunião itinerante no Instituto Federal Catarinense, que deveria aproximar o Legislativo da população, sofreu com baixa participação, reflexo direto da imagem arranhada.

Reflexão

É mais um motivo para que todos os vereadores parem, respirem e encarem o espelho institucional. A recuperação da imagem da Câmara não virá de discursos inflamados ou notas de desagravo, mas de uma ação conjunta, madura e minimamente coordenada. Se o Legislativo não se respeitar como casa de debates sérios, o público continuará tratando a política local como um grande reality show, só que sem prêmio no final.

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O Jornaleiro

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