POLÍTICA: Apertos…folha…saúde…Dreveck
Por Luzardo Chaves
Está com dificuldades
O prefeito Tomazini (PL) começou a semana reunindo o colegiado para dar o recado que ninguém gosta de ouvir: é hora de apertar o cinto. Não por opção de gestão, mas porque o caminhão de processos contra o município não para de chegar já com sentença pronta para pagamento.
Ontem e hoje
Cada nova condenação empurra mais um projeto para a gaveta: obra adiada aqui, serviço cortado ali. A administração fala em prudência e cautela, mas a verdade é que uma parte da conta da ineficiência “de ontem”, juntando com alguns “tropeços de hoje”, está batendo na porta da atual gestão.
Folha de pagamento
Entre as dores de cabeça do prefeito, está o risco real de estourar o limite prudencial da folha de pagamento. O volume de ações judiciais e indenizações a pagar pressiona o caixa e obriga o município a rever contratos, cargos e, muito provavelmente, a preparar a tesoura.
Cortes
Alguns “privilegiados” já andam de cabelo em pé pelos corredores, porque sabem que, quando a matemática não fecha, alguém acaba indo para o sacrifício. E não será surpresa se os primeiros cortes aparecerem nos próximos dias.
No Fórum
Na tentativa de colocar algum freio na sangria, Tomazini foi ao Fórum de São Bento do Sul, acompanhado da chefe de gabinete e do procurador jurídico. A comitiva foi conversar com o Judiciário sobre o tamanho da bomba de processos que está caindo no colo do Executivo e o impacto dessas sentenças no cofre municipal.
Apresentação
O resultado oficial da conversa dificilmente será divulgado, mas a versão de bastidor é que o prefeito saiu mais confiante. Se essa confiança vem de um possível entendimento ou de pura necessidade de mostrar otimismo, aí é outra história.
Saúde
Na área da saúde, o clima está longe de ser tranquilo. As reclamações contra o atendimento da UPA se acumulam, e não são queixas qualquer: envolvem a morte de uma criança, outro caso que precisou ser socorrido em serviço privado em outro município e vários relatos de demora e falha na condução dos atendimentos.
Preocupante
A situação é classificada internamente como “delicada”, mas para quem está do lado de fora parece mais grave que isso. Está claro que alguma medida mais dura terá de sair do papel. O prazo, porém, ninguém arrisca.
Muitos candidatos
São Bento do Sul caminha para repetir o roteiro de sempre nas eleições: muita gente querendo voto por aqui e pouca chance de eleger representantes de fato comprometidos com o município.
Do céu
Os candidatos paraquedistas andam se multiplicando, pousando na cidade com sorrisos largos e promessas genéricas, prontos para dividir a votação e atrapalhar quem realmente tem base local.
Enquanto isso…
…os nomes mais fortes da cidade para a Assembleia Legislativa são Silvio Dreveck, do Progressistas, e Jaciara Machuca (FOTO), do PT. Se o eleitor cair novamente na conversa de quem só aparece de quatro em quatro anos, o resultado não será novidade.
Tensão
Quem achou que a novela entre Executivo e Legislativo tinha chegado ao final se enganou. O embate entre o prefeito Tomazini e o diretor da Câmara, Ronny Zulauf, está mais para temporada com novos episódios do que para capítulo derradeiro. Houve audiência de conciliação, mas, como era de se imaginar, não houve conciliação alguma.
Novas medidas
O próprio prefeito deixou claro que outras ações judiciais podem ser protocoladas contra o diretor. A chamada “guerra fria” entre os dois poderes está longe de esfriar, e a expectativa é de contra-ataques e novos movimentos nas próximas semanas, ou nos próximos meses. Tudo, claro, com o contribuinte de plateia.
Preocupações em Campo Alegre
Em Campo Alegre, o prefeito Rubens Blaskowski (PSD) também tem seus motivos para insônia. A principal preocupação é com os recursos prometidos por Brasília para projetos importantes, entre eles a construção de casas populares para famílias em situação de vulnerabilidade.
Bloqueio
Com o bloqueio de verbas anunciado pelo governo federal, o andamento dessas obras fica comprometido e a conta política sobra, claro, para o prefeito que está na ponta, ainda que a tesoura esteja em outro gabinete, bem longe daqui. Enquanto o dinheiro não vem, a expectativa das famílias vai sendo adiada, mais uma vez, para “um futuro próximo” que insiste em não chegar.






