SC registra recorde de contaminação de dengue em 2022

 SC registra recorde de contaminação de dengue em 2022

Estadual – Santa Catarina contabiliza o maior número de casos de dengue da história, um total de 32.206. Desses, 28.752 são autóctones, ou seja, foram contraídos dentro do Estado, de acordo com boletim epidemiológico divulgado na segunda-feira (9) pela DIVE/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica). Ao todo, 26 pessoas morreram por causa da doença.

Os casos estão distribuídos em 107 municípios de Santa Catarina, sendo que 46 deles atingiram nível de epidemia.

Em comparação com 2021, o último ano apresentou 19.133 casos da doença, sendo 18.752 autóctones. No ano passado ainda, o balanço contabilizava sete mortes.

“O Estado vem passando por uma mudança no perfil entomológico relacionado à presença do Aedes aegypti, com a disseminação e manutenção do mosquito no território”, comenta João Augusto Brancher Fuck, diretor da DIVE. “Esta condição tem contribuído para a transmissão do vírus, inclusive em condição de surtos e epidemias nos últimos anos. Epidemias de dengue foram registradas nos anos de 2015, 2016, 2019, 2020, 2021 e, novamente, esse cenário vem ocorrendo no ano de 2022 no estado”, alerta para a gravidade da doença.

Intensificação das ações

Desde o final do mês de março, a DIVE está com uma nota de alerta emitida para os serviços de saúde por conta do aumento do número de casos e mortes confirmadas pela dengue no Estado, para que eles fiquem atentos à situação.

Ainda, capacitações virtuais foram realizadas nas regiões Oeste, Grande Florianópolis e Médio Vale do Itajaí para o atendimento de casos suspeitos. As aulas foram ministradas com apoio da OPAS (Organização Pan Americana de Saúde).

Além disso, as vigilâncias dos municípios do Estado também foram orientadas sobre as ações necessárias para prevenir a doença. Entre elas:

  • Reforçar as orientações à população, sobre as formas de prevenção da proliferação do Aedes aegypti;
  • Intensificar as ações nas áreas com transmissão de dengue, febre de chikungunya e zika vírus, com atividades de mutirões ou forças tarefas;
  • Reforçar as ações para inspeção dos locais e recipientes considerados de difícil acesso, realizando parcerias para verificação desses locais;
  • Realizar as atividades de bloqueio de transmissão diante da notificação de casos suspeitos, com a eliminação e tratamento químico focal de recipientes;
  • Avaliar os imóveis com risco de manter a dispersão do mosquito;
  • Adotar as medidas administrativas sanitárias (autos de infração e intimação) sempre na ocorrência de constatação de irregularidades perante a legislação.

Ações por parte da SES (Secretaria de Estado da Saúde) também têm sido amplificadas em relação a capacitação de profissionais da saúde para a classificação de risco e manejo clínico dos pacientes com suspeita de dengue em Santa Catarina.

Fonte: ND+

Foto: Arquivo/O Jornaleiro

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